Calículas.
De que valem-me todos os santos?
Valem-me todos encantos
Valem-me todos os mantos
Vale tua fé e teus santos
De que valem-me todos espantos?
Valem tua fé e teus tantos
Que certifiquem os santos
Que se estoporem os tontos
Cometam os mesmos atos
Que já me fez todos os santos
Tanto que polui o pranto
Em torno das leis desse canto
Onde que tudo se aperta
Não dá pra ajeitar
Nem trocar de lugar
Crentes que a fome está certa
Uma porta aberta para aliviar
Depois cobrar uma vida
Rasgar a ferida pro pranto curar
Honra de mãe depravada
Criatura aleijada
Que não soube gerar
Um ventre já tão caleijado
Expelindo um bastardo
Ocupando um lugar
Aumenta mais um desgraçado
Orgasmatizado de tanto roçar
Nas juras gravam ironismo
Será-te um abismo pra não se enfiar?
Dois corpos vazando películas
Gemedeiras ridículas
Soma de costumes
Que deixam calículas
Já sangrei minhas mãos
De dar socos no ar
Estorei o meu peito
De tanto gritar
Deceparam a língua do povo
Que agora vem por detrás do pilar
E sustenta a justiça que vem nos tragar
Calejei a visão de tanto observar
Podridão nas bandeiras que vêm adornar
E o delírio dos pés que parecem pisar
Em uma nuvem bonita que esconde a face
Da terra fedida de tanto sangrar
Calículas.
Valem-me todos encantos
Valem-me todos os mantos
Vale tua fé e teus santos
De que valem-me todos espantos?
Valem tua fé e teus tantos
Que certifiquem os santos
Que se estoporem os tontos
Cometam os mesmos atos
Que já me fez todos os santos
Tanto que polui o pranto
Em torno das leis desse canto
Onde que tudo se aperta
Não dá pra ajeitar
Nem trocar de lugar
Crentes que a fome está certa
Uma porta aberta para aliviar
Depois cobrar uma vida
Rasgar a ferida pro pranto curar
Honra de mãe depravada
Criatura aleijada
Que não soube gerar
Um ventre já tão caleijado
Expelindo um bastardo
Ocupando um lugar
Aumenta mais um desgraçado
Orgasmatizado de tanto roçar
Nas juras gravam ironismo
Será-te um abismo pra não se enfiar?
Dois corpos vazando películas
Gemedeiras ridículas
Soma de costumes
Que deixam calículas
Já sangrei minhas mãos
De dar socos no ar
Estorei o meu peito
De tanto gritar
Deceparam a língua do povo
Que agora vem por detrás do pilar
E sustenta a justiça que vem nos tragar
Calejei a visão de tanto observar
Podridão nas bandeiras que vêm adornar
E o delírio dos pés que parecem pisar
Em uma nuvem bonita que esconde a face
Da terra fedida de tanto sangrar
Calículas.

2 Comentários:
ai que pressão de ser a primeira a comentar...hum...e esse comente com cuidado me dá medo...
parece que se eu comentar algo que não for de seu agrado serei jogada aos leões (ce sabe seu julius gosta dessas coisas né? pode ter sido uma péssima influência procê)
te gosto muito,e gosto dos teus escritos
e um dia eu serei assim
escrever coisas tristes sem estar triste...eu não consigo nem fazer nem fazer o contrário...
beijocas
Miguinha mais linda do meu coração!
Meuuuuuu, seu blog ta demais...
Super poeticoooo, assim vc me mata de orgulho, honey!
hahahahhaha
Meu...só vc sabe o quanto eu lov.u, neh!
Nossa amizade é eternaaaa!
Bjinhussssssss
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